quinta-feira, 26 de maio de 2011






Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a Igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/09.
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados. 4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas. 5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona. 6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0. 10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.
11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo’.
13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita. 14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo. 15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida. 20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão. 21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe. 22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo. 23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final. 25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele". (Provérbios 22,6)

VAMOS NOS UNIR

Julgamento do artigo 15 está na pauta do TJDFT

O julgamento da constitucionalidade do artigo 15 do nosso Plano de Carreira está na pauta do Tribunal de Justiça do DF para o dia 31 de maio, às 13h. Por isso, O Sinpro convoca a todos os professores da rede pública para acompanhar a votação em frente ao TJDFT(Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios)da ADIN(Ação de Inconstitucionalidade) com compactação de horário. É muito importante a presença de todas e todos para evitarmos qualquer ameaça aos nossos direitos.

O Art. 15 trata da mudança para a classe “A” dos professores que estiverem nas classes “B” ou “C” após concluírem o curso de graduação plena. Com a argüição da inconstitucionalidade do Artigo a Procuradoria quer obrigar os professores classes “B” ou “C” a fazer concurso para mudarem para a classe “A”. A referida ação foi proposta com o argumento de que a promoção, prevista no Artigo 15 do Plano de Carreira do Magistério Público do DF, caracteriza mudança de cargo e que tal mudança somente poderia ocorrer através de concurso público.

Abramos nossos olhos! É momento de união. Não dá pra apenas alguns professores representarem a categoria que é de grande relevância para a sociedade. Solicito também que a comunidade se una aos professores nessa luta. A educação do DF agradece.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Opróbrio



Conto por Alexandre Piccolo
29 de junho de 2004

Depois do almoço a três, o pai sai da mesa direto para a cadeira de balanço, com o palito ainda entre os dentes. A mãe foi à cozinha e a filha, ao quarto. Silêncio na casa. Logo volta a menina perguntando:

_ Pai, o que é opróbrio?

O pai, quase adormecido, fingia o sono. Silêncio.

_ Pai, pai, o que é opróbrio?

Ainda o disfarçado silêncio.

_ Pai, ô pai! Paiê… quê que é opróbrio?

A mãe volta à copa, para terminar de retirar a mesa:

_ Ô João, olh’a menina falando com você e você dormindo. Num dorme agora não, faz mal, o doutor avisou…

_ Pai, o que é opróbrio?

Como o sono falso ainda reinava, a mãe pontuou:

_ Num é opróbrio, é opróbio. E seu pai não sabe, minha filha, por isso é que tá quieto assim…

O pai não teve como fugir:

_ Que não sei o que, Maricota?! Onde já se viu falar isso?

_ Pai, o que é opróbio?

O pai fitava de cara feia a mãe que continuava:

_ Não sabe mesmo não, se soubesse já tinha respondido.

_ Eu não escutei, tava dormindo.

_ Pois então diga, já que acordou agora.

_ Não digo porque ela precisa aprender a pesquisar, aprender a procurar as palavras…

_ Viu minha filha, seu pai não sabe.

_ Pai, o que é opóbrio?

Com a cara feia, os resmungos:

_ Que não sei o quê, Maricota?! Quer parar de dizer bobagem!

_ Não sabe não, João, admite. Não sabe, não sabe, e pronto. Não é defeito não saber, sabia?

_ Lá vem você com essa, de novo. Eu zelando pela educação da nossa filha e você dizendo que eu não sei. Sei sim, não digo é pro bem dela, que tem que saber se virar.

_ Não inventa, João. Você não sabe o que é opróbio e pronto. Se soubesse dizia agorinha…

_ Agora é que não digo mesmo. Ela tem que saber pesquisar, viu?! Se não fica tonta, avoada. A gente que é pai tem que ensinar a pescar, viu?! Não é dar o peixe e pronto. A gente cria os filhos é pra vida, Maricota…

_ Não enrola, João. Você não sabe e pronto. É igual a vez passada que você não sabia o que era pernóstico e ficou enrolando, enrolando… até ir no dicionário procurar.

_ Que absurdo! Dizer que eu não sabia, onde já se viu?! Eu respondi sim, e sem titubear!

_ É, depois que correu pro dicionário quando ninguém olhava…

_ Que calúnia! Eu, cuidando da boa educação da nossa filha, e você me acusando… isso é um absurdo!

_ Também, só conhece essa expressão: “que calúnia”, “isso é um absurdo”. Mas responder o que a menina quer saber, nada…

_ Pai, o que é opróbrio?

_ Agora qu’eu não respondo mesmo, Sofia. Sua mãe fica m’enfezando e eu querendo zelar pelo seu saber, pela sua educação… onde já se viu isso?! Assim ninguém aguenta. Vou é para cama descansar…

Levantou da cadeira, saiu esbaforido para o quarto, a passos pesados, e bateu com força a porta. Ali tinha o calmante de que precisava: o chá de camomila e o dicionário.

Saiu dez minutos depois, com um disfarçado ar calmo na testa franzida. Sentou impaciente na cadeira, quis balançar a cabeça pra frente e pra trás, olhando a menina descontraída ver tv deitada no sofá. Ela o fitou mais uma vez:

_ Pai, o que é opróbio?

_ Não é opóbrio nem opróbio, é opróbrio. Opróbrio é vergonha, vexame, é uma desonra pública - pronunciou de boca cheia.

Um “ahhh” aliviado saiu lá da cozinha. Aí bravo, arrematou:

_ É um opróbrio isso que sua mãe quer fazer comigo, minha filha. Isso sim é um opróbrio!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sistema de Comunicação Alternativa para PcD's

Aplicação

Com o objetivo de facilitar e agilizar a interação entre a PcD e seus interlocutores os cartões são impressos para acesso rápido à comunicação. Pessoas de todas as idades que necessitam desse recurso, seja temporária ou permanentemente, podem utilizar o COMMUNIS em casa, na escola, mercado de trabalho, terapia e para melhorar seu convívio social.

Para quem é indicado?

É indicado para pessoas com:

· Paralisia cerebral – PC;

· Lesão encefálica adquirida - LEA;

· Deficiência intelectual - DI;

· Deficiência física neuromotora - DFN;

· Surdez;

· Síndromes que afetam o desenvolvimento da linguagem, como o autismo e a Síndrome de Down;

· Impossibilidades de se comunicar pela fala, hospitalizadas ou por necessidades diversas.

Onde pode ser utilizado:

· Mercado de trabalho;

· Escolas Especiais;

· Ensino regular;

· Centros de reabilitação nas áreas de: Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia, Serviço Social, entre outros;

· Em casa e no convívio social da PcD.

http://www.kaygangue.com.br/site/communis/


quinta-feira, 12 de maio de 2011

I Seminário: A escola e o DPAC

DPAC: Distúrbio do Processamento Auditivo. Participe desse momento de reflexão e conhecimento.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Violência gera revolta...

Isso é obvio. É revoltante perceber que vários jovens saiam para se divertir de forma saudável enquanto outros (também jovens) se divirtam ferindo, agredindo os outros. Que criação é essa????? Não vou usar o termo "no meu tempo..." porque não é de hoje que isso ocorre. Independente da estrutura familiar temos também a ESCOLHA, livre arbítrio. Que escolha doida é essa em ferir o ser humano?
Nesse mês comemora-se o Dia das Mães e se não enlouqueci, todos temos mãe (mesmo que tenha falecido ou abandonado). A dor de uma mãe que vê seu filho ferido é muito maior até do que a dor do agredido. E a mãe do agressor? Deve se sentir envergonhada por não ter tido forças para impor na hora que devia, dizer não quando precisava.
Uma amiga, mãe de um rapaz agredido ao sair pra curtir a noite com a namorada, agora vive o medo. Medo de sofrer perseguições, pois seus dados ficam registrados em um boletim de ocorrência onde o agressor tem acesso.
Violência gera oração. Não há mal que prevaleça.